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Menopausa sem Tabu: Por que a Fisioterapia Pélvica é o "segredo"que ninguém te contou?

  • Foto do escritor: Diana Dias
    Diana Dias
  • 28 de fev.
  • 3 min de leitura

Atualizado: 11 de mar.


A menopausa chega para todas, mas a forma como passamos por ela pode variar de um "filme de suspense bem cabeludo" para uma "comédia romântica"(e tudo isso com algumas reviravoltas, claro).


Então, se você tem se notado diferente, começou a sentir calores súbitos, o humor tá variando mais que o dólar ou tem percebido que sua bexiga ganhou vida própria, saiba: você não está sozinha. Porém, entre tantos sintomas e oscilações, existe alguém que raramente ganha atenção devida e acaba sofrendo em silêncio: o seu assoalho pélvico.



E o que acontece "lá embaixo" durante essa fase?


Tudo começa nos ovários. Imagine que nascemos com um "estoque limitado"de óvulos e que ao chegarmos por volta dos 45-55 anos, esse estoque chega ao fim e os ovários que trabalharam por décadas resolvem se aposentar. Como os ovários são a principal "fábrica" de estrogênio, quando eles param de liberar os óvulos, a produção desse hormônio despenca.


O problema é que o estrogênio funciona como um hidratante e tonificante natural para o corpo todo e sem ele a região pélvica perde o seu principal combustível, levando a mudanças estruturais e musculares.


Tal queda hormonal não afeta apenas a lubrificação, ela mexe com toda a sustentação e funcionalidade da pelve, podendo acarretar vários problemas, tais como:


  • Incontinência urinária: aquele escape clássico ao rir, tossir ou espirrar.

  • Urgência miccional: quando o sinal de "banheiro agora" vem de forma desesperadora.

  • Prolapsos de órgãos pélvicos: sensação de peso ou de um "bola"na vagina.

  • Infecções de repetição: mudanças no Ph e/ou na microbiota vaginal, que facilitam cistites e candidíase.

  • Baixa libido: aquele desinteresse ou falta de disposição pro "rala e rola".

  • Dor na relação sexual: que pode ser multifatorial, inclusive pela falta de elasticidade e ressecamento severo do canal vaginal.

  • Diminuição da sensibilidade: dificulta que a mulher chegue ao orgasmo.



Mas afinal, onde entra a Fisioterapia Pélvica nisso tudo?


A grande verdade é que não existe um "segredo místico", mas uma falta de informação generalizada. Muitas mulheres ainda acreditam no mito de que esses desconfortos são "o preço da idade"e que não há nada a fazer. Esqueça isso agora mesmo! O verdadeiro tabu é aceitar o sofrimento como normal, quando existe um universo de recursos científicos prontos para devolver o seu bem-estar.


A fisioterapia pélvica atua como uma engenharia de precisão no seu corpo. O profissional especializado utiliza uma verdadeira "caixa de ferramentas"(como biofeedback, eletroestimulação, laserterapia, TMAP) para transformar o seu dia a dia:


  • Sustentação e força: restabelece a função dos músculos pélvicos, assegurando uma melhor sustentação do órgãos e prevenindo prolapsos.

  • Nutrição de dentro para fora: melhora a circulação sanguínea local, o que ajuda a nutrir os tecidos e a combater diretamente o ressecamento vaginal.

  • Educação e autonomia: você aprende a gerenciar pressões no dia a dia (ao carregar peso ou tossir) e recebe orientações sobre hábitos que protegem seu assoalho pélvico.

  • Resgate do prazer: trabalha o relaxamento e a elasticidade, permitindo que a vida sexual volte a ser fonte de alegria, não de dor.



Você não precisa passar por isso sozinha:


Não há necessidade de enfrentar o furacão da menopausa de braços cruzados, nem acreditar que está fadada a conviver com escapes ou desconfortos. A fisioterapia pélvica existe para te ajudar a atravessar esse momento da melhor forma possível, com embasamento científico, tecnologia e acolhimento.


Afinal, a liberdade de rir sem medo e de viver sua intimidade plenamente não tem preço - é um direito seu!


Dra Diana Dias

Fisioterapeuta Pélvica

CREFITO 1/446564-F



Eye-level view of a serene nature scene with a flowing stream




 
 
 

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